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Mãe & Profissional & Mulher: Dá pra se dividir sem se perder?

Em maio de 2025, o tema da Palestra sobre conciliar a vida profissional e materna promoveu debates em torno do tema.

Como, por que a escolha de se tornar mãe ou de ocorrer a gestação mesmo que sem planejamento torna-se algo relacionado com o trabalho e carreira da mulher?

Na maioria das vezes, a mulher decide ficar à disposição para os filhos por questão de cuidado, afeto, amamentação… A partir dai cria-se uma disparidade salarial. É nessa hora que homens e mulheres passam a ter trajetórias diferentes. Mesmo que antes ambos tivessem a mesma trajetória profissional, no momento da gravidez e chegada do filho que os caminhos mudam e começa ocorrer a desigualdade salarial entre os gêneros.

É nesse momento também que a mulher sente-se tão fragilizada emocionalmente porque além de dar conta de toda mudança, o cuidado com o outro, ainda sente um retrocesso em sua vida profissional. E mesmo que essa mulher não se importe tanto com a sua carreira, com certeza ela se importa com o quanto ela recebe e isso também é alterado nesse processo.

Ou seja, no mundo todo, mulheres “escolhem” retroceder no emprego, momentaneamente ou não, por uma série de razões depois do nascimento de um filho. A palavra “escolhem” está entre aspas porque muitas vezes não se trata de uma decisão que vem delas, podendo ser inclusive, uma escolha compulsória, já que estão sobrecarregadas com a vida profissional, a doméstica, o trabalho de cuidado e sem rede de apoio, muitas mulheres acreditam que é mais fácil abrir mão do trabalho remunerado para focar e até mesmo economizar com a criança. Muitas vezes pagar a creche é o valor de todo o seu salario. Ou seja, se tornar mãe não é apenas escolher o amor e cuidado, há muitos fatores que a própria mulher vivencia, porém que não tem nenhum tipo de controle sobre ele.

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